Terça-feira, 1 de Abril de 2008

HIROSHIMA

 

 

 

As árvores estão mirradas,

As crianças não têm braços,

Os adultos não sabem rir,

A morte morqa aqui.

Hiroshina!

A explosão

da ignomínia.

Uma chaga que mata

Na ordem fria e inumana.

Hiroshina!

No amanhecer do apocalipse

A destruição e...a vergonha

De toda uma geração.

A cidade da morte

Na glória alucinada

Da ambição e do poder

O que resta?

Hiroshina...  Hiroshina...

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publicado por anapaula27 às 15:24
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

PAISAGEM

 

 

 

 

 

 

Um vento leve agita as folhas dos choupais.

Rouxinóis ao poente elevam seus cantares

E a manta acinzentada destes olivais

Abriga revoadas de álacres pardais

Profunda melancolia, o lúgubre harpejo,

A tormenta, a ânsia, a solidão, o desespero,

Um árido deserto em ardente estio.

Quando a luz dos teus meigos olhoseu não vejo!

 

 

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publicado por anapaula27 às 11:08
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

ESCALADA DE MÃOS DADAS

Cristo,

Tenho medo!

Ontem,

na tela que vivi

apontaram-me

rostos molhados

sob pinceladas lúgubres,

gente atrofiada

pingando ausência,

alegria infantil

despejando nostalgia.

Rogaram presença.

E mereciam-na!

Permaneci estática

quase estarrecida,

por assimilar

que alguém

de mim espera

que mil sóis brotem

da seara envergonhada

despontando apenas cobardia.

 

Alguém de esperança

perdoa o irrealizável!...

Depois de um amanhã

num mar imenso de Deus,

quero velejar

meu barco

pilotando a dois.

Um Cristo

norteará nossa bússola

a quatro mãos, erguida.

Talvez enrão,

(mas só então!!!)

dois mil sóis rairão....

... Imobilizando

desfavoráveis certezas.

 

 

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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

OUTONO


 



A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou.

A videira triste está a chorar,
Ela sem uvas ficou.
Cheira a vinho novo no lagar,
Então o Outono chegou.

As temperaturas desceram.                                             
O vento assobiou.
As aulas já começaram,
Então o Outono chegou.

Os lagartos hibernaram.
A árvore despida ficou.
As folhas soltas dançaram,
Então o Outono chegou.                               
                                                                                                                                                                                                                   

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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

CHOVE SOLIDÂO DENTRO DE MIM

Lá fora a chuva

Batendo suave

Caindo surda.

 

Cá dentro a solidão

Gritando - bem alto:

- Não quero estar só!

Eco que soa

E corre

Silêncio fora

Quatro paredes adentro

Do meu labirinto.

 

Rumor wque se cala

E perde nas gotas

Que o apreciam languidamente,

Na carícia que o envolve

Sofrega

Ao sair ele à rua

A amar a chuva

... Que o vem amar

Quando expira a nostalgia

Degrau caída..., no patamar

 Ao lado da companheira

Cansada e tropega

 De a buscar.

Leva o vento

O acto de amar comprimidoi

No infinito cinzento

Do firmamento~

Esvalido.

Trago-o eu

Ao encontrá-lo

Perdido...

Morrendo...

Morrendo perdido

NBa morte

De não saber dar.

Cá dentro a chuva...

Chovendo a solidão.

Lá fora a solidão...

Chovendo a chuva.

Chove.

Hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

ÂNSIA

Ah! Se eu pudesse ser eu mesma,

Sem aquele dom de não amar-te

Por recear teu gosto descortês,

Vergonhosa ofensa, acusação delirante.

Ah! Meu doce equívoco!

Minha arroçada aventura!

Eu não esperava nem mais um instante

Para te dizer que a minha alma

Arde em loucura...

Ah! Se eu pudesse situar-me no tempo

E pôr de parte os velhos conceitos

De amor ultrapassado...

Ah! Meu doce engano!

Minha aurora de vento!

As minhas palavras não teriam fundamento

E, na hora de confessar-te

O segredo que me atormenta,

A minha voz mentiria sem querer...

Ah! Se eu pudesse não viver

Para não cair na tentação de te ferir

E inconscientemente trair quem não merece...

Ah! Meu desejo ardente!

Minha concha de medo!

Eu só lamento não ter coragem

De desvendar o meu segredo!

 

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publicado por anapaula27 às 10:58
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

MÃE

Felizes se temos mãe,

Nunca nos sentimos sós.

É dela que ~mais gostamos...                    

É quem gosta mais de nós...

Amor de mãe, sol de vida,                               

Que o mau tempo não encobre!

Quem não tem pão nem guarida

Se tem mãe, não é pobre

                                                                      

sinto-me: Um pouco só
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publicado por anapaula27 às 01:27
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

SONHEI

Sonhei um dia apenas

Nas tuas mãos amenas.

Sonhei um amor possível,

Um amor agradável.

Sonhei contigo amor,

Aquilo que tu querias,

Mas que não sabias.

Sonhei. sonhei o quê?

Sonhos e fantasias

No momento em que rias,

Sonhos inoportunos

Sim, imundos talvez.

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publicado por anapaula27 às 22:46
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